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IN MEMORIAM: Isidro, um rapaz da Beira
Qua, 14 Out 2020

IN MEMORIAM: Isidro, um rapaz da Beira
Isidro Sousa 1973 - 2020

Fez-se jornalista, cronista, diretor, repórter, repórter fotográfico, desenhador gráfico, relações públicas, entrevistador, escritor. Foi revisor apurado, distribuidor, roteirista, contabilista e editor prolífico. A revista Korpus e outras coisas que fez são documento e campo fértil para algumas teses e anos de investigação. Pérolas de um gay precário, crónicas de gerações.

ISIDRO SOUSA



Não foi doutor, nem teve oportunidade de prosseguir estudos, fora as “Ciências da vida”. Viveu a precariedade portuguesa e queer de crise em crise. No ano de conclusão do 12º ano teve o primeiro trabalho de verão: “4 meses, abastecedor de combustíveis de automóveis, numa bomba de gasolina. (…) o 12º ano termina e consegui vir para Lisboa fazer uma formação de formador de informática, (…). O curso termina, volta à terra, “(…) meio pequeno, Moimenta da Beira, no interior do país, Portugal profundo, não há grandes oportunidades. Nunca consegui trabalho nessa área, informática (…). (…) comecei a trabalhar no ramo mais fácil: hotelaria. Foi nessa época que saí de casa da minha mãe”, disse em entrevista a João Louçã, em 2011 ou 2012.

“Nunca mais tive qualquer possibilidade de trabalhar na área de informática, não havia muitas possibilidades. As poucas empresas, todas elas eram familiares. O primeiro trabalho foi num snack bar, em 1992.” Em meados de 1993, consegue um trabalho de restauração em Lamego, fica por lá um ano, mas “(…) sempre quis sair daquela terra (…)”. Depois, dois anos no Porto, “nos primeiros 6 meses no Porto, trabalhei nos bares do aeroporto Francisco Sá Carneiro. (…) Também tinha deixado de estudar, os meus grandes sonhos relacionados com letras, já os tinha perdido todos (…).”

CARÊNCIAS



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Sérgio Vitorino

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